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Ex-meia Aroldo pede ajuda para vencer a luta contra o câncer

06/08/2020 ás 15:22 - Quinta
Matheus Cunha / Comunicação CNC
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O ex-meia alvirrubro Aroldo, que fez parte da campanha no acesso à Série A em 1988 e do título Pernambucano de 1989, enfrenta hoje o seu maior adversário na vida: o câncer de próstata. A doença foi descoberta em setembro de 2019 e vem sendo tratada em uma clínica no município de Itajaí, em Santa Catarina, distante 40km de Barra Velha, cidade onde mora. Os custos são elevados e o salário ganho como professor de uma escolinha de futebol não está sendo suficiente.

O caso de Aroldo veio à tona após um vídeo feito pelo ex-companheiro e ídolo Bizu. Artilheiro do Campeonato Pernambucano em 1989, o ex-atacante se compadeceu com o momento do amigo e usou as redes sociais para pedir ajuda. "Aroldo realiza um grande clássico, mas contra uma doença terrível: o câncer. Ele precisa de tratamento e infelizmente, financeiramente, está complicado", disse.

Antes mesmo de se tornar jogador profissional, Aroldo cultivava o sentimento de carinho pelo Timbu. Isso se deu por conta dos álbuns de figurinha, que colecionava na infância.

"Eu era pequeno e gostava muito de colecionar coisas relacionadas ao futebol. Uma delas eram os álbuns do Campeonato Brasileiro. Eu ficava encantado quando via o Náutico, muito pelo desempenho da equipe nas competições. Era na época de Jorge Mendonça, que foi um grande ídolo meu", relembra.

O início da carreira foi todo construído no Sul do país, vestindo a camisa de equipes como Brasil de Pelotas. Na década de 1980 surgiu a primeira oportunidade de jogar no Nordeste, pelo Itabaiana, de Sergipe. Depois, veio para o Recife, atuar no Sport. "Eu sou apaixonado por Recife. Quando fui jogar no rival, sentia que estava na cidade certa, mas não no clube certo. Eu queria mesmo era o Náutico", confessa.

Após idas e vindas do futebol, Aroldo desembarcou nos Aflitos. Chegou após o Campeonato Pernambucano de 1988. Além do acesso e do título Estadual, fez parte da equipe que disputou a Série A em 1990.

"Recusei um convite de Portugal e outro do Coritiba para jogar no Náutico. Realizei o meu sonho. Atuei ao lado de grandes jogadores como Bizu, Eramos e Levi. A recepção nos Aflitos foi completamente diferente. Eu fui muito bem recebido. Mesmo aqui em Santa Catarina não deixo de acompanhar o Náutico. Acho Jean Carlos (atual camisa 10 alvirrubro) um excelente jogador", conclui.

Mesmo distante do Recife e há anos sem ver o Timbu, o carinho do catarinense continua o mesmo pelo Náutico. Os sentimentos bons que nutre na vida são considerados como remédio no tratamento da doença.

"Eu sou santista e vascaíno, mas nunca quis jogar nesses clubes. Meu sonho sempre foi o Náutico. E, graças a Deus, eu consegui. Agradeço imensamente o carinho e o apoio que venho recebendo de todos", finaliza.

FAMÍLIA

Aroldo é a principal fonte financeira de uma família formada por mais três pessoas: esposa e dois filhos. Por conta da pandemia do novo coronavírus, as aulas estão suspensas, o que diminui ainda mais a renda em casa.

"Eu sou funcionário público em Araquari, um município aqui perto. Minha esposa é aposentada como merendeira e ganha um salário mínimo. Eu tenho um filho que trabalha, mas que também recebe pouco. Eu sou o esteio da casa. Preciso comprar remédios que tomo até quatro ao dia e fazer uma dieta imposta pelo médico", afirma.

Mesmo se tratando de uma doença grave, o ex-alvirrubro não encontrou apoio em unidades públicas de saúde de Santa Catarina. O motivo, segundo ele, é a pandemia. "Tudo aqui está voltado apenas para o coronavírus. Os postos de saúde estão fechados e os hospitais tratam apenas COVID. Eu tive que procurar ajuda em uma clínica particular", completa.

Aroldo vem passando por consultas corriqueiramente. A possibilidade de uma cirurgia ainda não foi descartada pelos médicos, que enxergaram uma evolução no quadro clínico do paciente. A quimioterapia já foi realizada e o câncer de próstata está estável. O ex-atleta segue confiante.

"Terei uma consulta daqui a 15 dias. Os sintomas estão diminuindo nesse período e o médico disse que estou estável, mas ainda não descartou a possibilidade de cirurgia. Espero que consiga melhorar", explica.

Quem quiser e puder ajudar pode fazer uma transferência bancária, de qualquer valor, para a conta do ex-atleta.

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 4728
Conta Corrente: 00020944-6
Nome completo: Aroldo Duarte
CPF: 448.088.529-34

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