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"O Náutico me ajudou a superar tudo"

17/07/2020 ás 18:37 - Sexta
Diego Toscano / Comunicação CNC
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Crédito: Divulgação

São histórias como a de Carlos Leal que fazem o Náutico ser eterno. Após nove meses no Recife lutando contra um Tumor de Wilms, o alvirrubro voltou para casa. Na quinta (16), fez a última quimioterapia e rumou para Caruaru, sua cidade natal. Lá, recebeu uma verdadeira recepção de campeão, com fogos, hino do Náutico em caixas de som, cartazes e muita festa dos amigos e familiares.

Carlos tem 18 anos e é alvirrubro daqueles que não perde um jogo, faz festa de aniversário com as cores do clube e vive o Timbu intensamente. Em julho do ano passado, começou a sentir dores nas costas, próximo ao rim. Foi ao hospital e lá descobriu um nódulo de 8 cm. Na cirurgia, teve que tirar um rim inteiro. No dia 9 de agosto, recebeu alta e foi direto para os Aflitos. Era a tarde do lançamento oficial da camisa Vermelho de Luta. Lá, o clube conheceu sua história e chamou o goleiro Jefferson e o volante Jiménez para irem ao carro da família entregar o novo manto, já autografado.

Quando tudo parecia caminhar para o fim, um baque: a biópsia constatou que o nódulo era na verdade um Tumor de Wilms, do tipo maligno, originado no rim e que é raríssimo em adultos. Após começar as sessões de quimioterapia, descobriu-se também que houve metástase, com nódulos no pulmão. O que seriam seis viraram nove meses de tratamento. E o Náutico foi fundamental na recuperação de Carlos.

"O clube sempre esteve comigo. Festa de aniversário, ia para muitos jogos nos Aflitos com a família e amigos. Até no período da recuperação, eu fui para algumas partidas do Náutico, ficava em lugares mais isolados. O ano de 2019 foi mágico, e fiz de tudo para estar presente. Até queria ter ido para o Maranhão, para o título nacional. Mas minhas taxas estavam baixas, era arriscado demais pegar avião. O Náutico me ajudou demais a passar por esse processo, a me animar para continuar a luta do dia a dia", disse.

Na última quinta (17), fez a última sessão de quimioterapia e partiu para a sua cidade natal. No meio do caminho, o pai parou em Gravatá. Na estrada, amigos com cartazes e uma festa no meio da BR. "Em Caruaru, meu pai disse que tinha que passar na igreja. Quando eu vi, um mar de gente me esperando também. Todo mundo mascarado, gritando por mim e felizes pela minha recuperação. Para fechar com chave de ouro, cheguei em casa e tinha uma festa pronta, com os amigos alvirrubros tocando o hino do Náutico, puxando o N-Á-U-T-I-C-O. Fiquei sem saber se chorava ou se sorria durante todo o caminho. Foi incrível", finalizou.

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