MascoteA escolha do Timbu como mascote do Náutico se deu em um jogo contra o América, no dia 19 de janeiro de 1934, no campo da Jaqueira, no Recife. O resultado desta partida interessava muito ao arqui-rival, uma vez que, com um empate ou uma derrota do Náutico, o adversário assumiria a liderança do pernambucano.

A torcida do arqui-rival se juntou a do América para fazer pressão contra o Náutico. Ao final do primeiro tempo o placar apontava em 1x1. Neste dia chovia muito e o vestiário não tinha a mínima condição de acomodar os jogadores alvirrubros, então o técnico preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado.

Preocupado com a forte chuva e o frio, um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de cinzano e pediu que eles bebessem um gole. Com isso a torcida adversária ficava gritando "timbu" para provocar os jogadores alvirrubros.

Mas de nada adiantou a tal gozação. O time de Rosa e Silva superou o campo pesado e lameado, vencendo o América por 3x1. Após o término do duelo os jogadores do Náutico foram perturbar a torcida gritando: "Timbu 3x1, Timbu 3x1, Timbu 3x1...". Deste jogo em diante o referido animal foi adotado pelo Clube Náutico Capibaribe, como mascote.

Depois de algum tempo foi organizado um maracatu com o nome de Timbu Coroado, que virou um bloco que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, percorrendo o bairro dos Aflitos desde 1937.

Hoje o timbu, um verdadeiro ícone da nação alvirrubra, é usado não só no bloco em atividade mais antigo do Brasil, como na nossa grife e loja de produtos licenciados.

O Timbu é um tipo de marsupial (mamífero, parente do canguru e o urso coala; as fêmeas carregam suas crias dentro de uma espécie de bolsa junto a barriga). Ele é encontrado perto de matas e no interior do Brasil. Pertence a família Didelphidae, e é a única família da ordem Didelphimorphia, com mais de 60 espécies grupadas em 15 gêneros.

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