Esportes

Basquete

A origem do basquete alvirrubro foi na longínqua década de 1930, com os irmãos Rosa Borges. Depois deles, o comando do esporte ficou por conta de Antônio Serrano, como técnico e diretor, por mais de 50 anos, até 2006, quando ele faleceu. Com Serrano, o Náutico viveu seus melhores momentos, conquistando títulos e revelando jogadores importantes. Ao longo desse tempo, o Náutico foi campeão pernambucano várias vezes, em diferentes categorias, tanto no masculino quanto no feminino. A maior conquista do basquete alvirrubro, no entanto, é o título de Campeão Brasileiro de 1976, no masculino juvenil.

Do basquete, saíram quatro presidentes do clube, ao longo de sua história, seja do Executivo, seja no Conselho Deliberativo. Luciano Azevedo, Viberto Rego Melo e Roosevelt Menezes presidiram o Executivo, e Ricardo Breno Rodrigues, o Deliberativo.

José Fernandes Tude Sobrinho, mais conhecido por Tude Sobrinho. Tude chegou em março de 1955 e treinou o Náutico até 1958. Em 1959, Luciano Azevedo - que viria a ser presidente do Náutico e, na época, era diretor de basquete - foi a São Paulo e trouxe Júlio Mazzei, treinador e preparador físico, a maior autoridade em basquete no Brasil naquela época. Ele ficou no Náutico de 59 a 61, quando foi trabalhar como preparador físico de futebol. Naquela época, a equipe masculina adulta de basquete do Náutico ganhava praticamente todos os títulos. A hegemonia do Náutico no basquete durou até o início da década de 1970.

Vale lembrar, dentre outros que fizeram parte da história do basquete do Náutico, a figura de Jaime de Brito Bastos, o famoso "Jaime da Galinha", que sempre acompanhou o basquete alvirrubro, chegando a ser técnico, e também foi presidente da Federação Pernambucana de Basquete. Além disso, o Náutico teve jogadores que, futuramente, se tornariam famosos em outras atividades. Entre eles, Alceu Valença, que viria a se tornar um ícone da cultura pernambucana.

LIVRO

Tudo isso e muito mais pode ser conferido no livro "Basquete do Náutico - história e estórias". A obra foi lançada no dia 28/05/2008, uma quarta-feira, à noite, na sede social do Clube Náutico Capibaribe, numa bonita cerimônia. O livro foi idéia de Gildo Benício, médico e ex-basqueteiro do Alvirrubro, que se juntou com Luciano Azevedo, ex-presidente e basqueteiro do Náutico. Juntos, eles abraçaram a elaboração desta obra - que conta o basquete na década de 50, 60 e 70 e mostra que o Náutico não é só futebol - e convocaram alvirrubros que fizeram e fazem parte do basquete do Náutico, tais como Fernando Azevedo, Paulo Montezuma, Ricardo Breno, Waldemar Rodrigues, Aníbal Freitas, Hélio Menezes e Ceça Vasconcelos, além de contratarem o jornalista Lenivaldo Aragão para a parte técnica da obra.

"Basquete do Náutico - história e estórias" tem como principal objetivo redescobrir o basquete alvirrubro, estimulando novas gerações à prática deste esporte. O livro é dedicado a Antônio Serrano, grande baluarte do basquete pernambucano. "A ele, todo reconhecimento e gratidão pelo trabalho que fez pelo basquetebol alvirrubro". Todo o dinheiro arrecadado nas vendas do livro será destinado ao Departamento de Basquete do Náutico.

ATUALIDADE

O atual diretor de Basquete é o filho de Antônio Serrano, José Serrano, junto com Sérgio Autran - ambos ex-atletas alvirrubros. Nas quadras, quem comanda os atletas são Zenílson "Nenê" Serrano (também filho de Antônio Serrano), treinador da equipe masculina, e Conceição "Ceça" Vascocelos no feminino.

O Náutico tem hoje equipes em todas as categorias passíveis de competir. O campeonato oficial, que é o Pernambucano, tem as categorias sub-14 (infantil), subv-16 (infanto-juvenil), sub-18 (juvenil) e adulto. A Copa Recife, torneio aberto, tem as categorias sub-13, sub-15, sub-17. O Náutico participa de todas elas.

Para a temporada 2008, que está apenas no início, são muito boas as expectativas para conquista de títulos nas competições estaduais - a Copa Recife e o Campeonato Pernambucano oficial, do qual só participam as equipes filiadas à Federação Pernambucana de Basquete.

O Alvirrubro da Avenida Rosa e Silva disputa também a Copa Sesc, que é o Campeonato Norte-Nordeste. O torneio é realizado anualmente em Maceió, contemplando várias categorias.

PROJETOS

Desde 1986 sem participar da Liga Nacional de Basquete, o Náutico tem atualmente o projeto de viabilizar o retorno. Para isso, a diretoria e a comissão técnica estão em busca de patrocinadores para a equipe. Uma vez por semana, estão visitando empresas para entregar propostas de patrocínio. Sem esse incentivo financeiro, é praticamente inviável a participação na competição nacional, que tem um custo alto.

Outro projeto é, em 2009, levar as equipes sub-14 e sub-15 masculino para o Sul-Americano em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O investimento nesta competição é pelo fato de a comissão técnica considerar que as equipes tem totais condições de conquistar o título.

ADULTO

A equipe principal adulta do Náutico hoje possui com um grupo de atletas contendo jogadores experientes, mas, na sua maioria, são atletas do juvenil. O elenco conta com atletas de grande estatura, destacando o Sidney Vilanova, de 23 anos, que tem 2,12 m. Além dele, destaque para Lauro Gonçalves, com 16 anos e 2,07 m, que está sendo pretendido pelo Barcelona e outras equipes da Liga Espanhola, a mais forte da Europa. Vale ressaltar que o basquete alvirrubro tem revelado, em sua história, atletas para a seleção brasileira de basquete. Como exemplos, temos: Poliana Saldanha, no feminino, e JP Batista, que faz parte da seleção brasileira masculina e no ano passado foi campeão pan-americano - atleta este iniciado pelo grande Antônio Serrano. Sem falar na eterna seleção brasileira Ceça, que foi da seleção na sua época de profissional e, hoje em dia, faz parte da seleção brasileira de veteranos. Inclusive, ela é a treinadora da equipe feminina de basquete do Náutico atualmente.

O basquete alvirrubro, além de tudo, é uma oportunidade que o jovem tem não só na área esportiva como também escolar, educacional, pois muito deles ganham bolsas no colégio, futuramente faculdades, tendo chances de se destacar tanto nacionalmente quanto internacionalmente, como JP Batista.